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Disco    
   

Grupo: Locust Fudge
Título: Oscillation
Ano: 2018
Editora: Play Loud! Productions
Formato: Digital
Obs: [CD/LP/DL]

É curioso perceber que «Oscillation» é um excelente álbum de puro indie-rock feito por músicos que, nas últimas duas décadas, enveredaram por explorações experimentais (umas vezes mais, outras menos) de sonoridades electrónicas, voltando agora ao acolhimento perene das guitarras em feedback.

Em 1997, após a edição do EP «Business Express», os Locust Fudge deram início a um período de inatividade coletiva eventualmente não programada, justificada pela vontade dos seus membros de desbravar outros caminhos criativos. Assim, Dirk Dresselhaus iniciou aventuras indietronica como Schneider TM, percorreu as ambiências drone com os Angel (ao lado de Ilpo Vaisanen dos Pan Sonic), testou limites de música experimental para três guitarras processadas com os DAS (em que colaborou com Jochen Arbeit, dos Einsturzende Neubauten) e criou de modo prolífico em colaboração com inúmeros músicos ligados à electrónica menos convencional. Por seu turno, Christopher Uhe investiu energia na produção de discos de diversos grupos e, principalmente, na escrita de música para teatro, destacando-se a longa parceria com o encenador Stefan Pucher.

Depois de tão grande hiato, «Oscillation» transparece o prazer do reencontro, não só entre a dupla-motriz dos Locust Fudge, como também entre estes e um género musical que tinha sido guardado na gaveta por duas décadas. Ajudados por um largo conjunto de amigos, desde logo pelo baterista integrante do coletivo, Chikara Aoshima, a dupla Schneider / Uhe, beneficia da vivacidade e entusiasmo de Chris Brokaw (Come, Codeine, etc.), Lucio Capece (Vladislav Delay Quartet, etc.), Julia Wilton (Pop Tarts, Das Bierbeben), Gwendolyn Tägert (Mondo Fumatore, Half Girl), Michael Mühlhaus (Blumfeld, Die Türen), Ulrich Krieger (Lou Reed, Metal Machine Trio), J Mascis (Dinosaur Jr.), Wolfgang Seidel (Ton Steine Scherben, Conrad Schnitzler), Werner 'Zappi' Diermaier (Faust), Günter Schickert (Ziguri), entre outros.

Com este corpo de músicos, que vão aparecendo e desaparecendo ao longo dos 10 temas do álbum, somos transportados para sonoridades que abraçam o indie-rock com toda a força, reerguendo-o ao estatuto de música urgente, com riffs de guitarra em feedback a distribuir energia e a solidez das estruturas a sustentar melodias que seduzem por contágio, fazendo de «Oscillation» um álbum clássico, pejado de canções memoráveis e de ruídos que se instalam sob a pele.

     
   
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